casa mirante do horto

são paulo_brasil
2009

O projeto da residência partiu de uma básica premissa: máximo aproveitamento do terreno para um enorme programa de usos. Assim, a estratégia foi localizar programas específicos e circulações verticais de maneira que os demais recintos gozassem de extrema flexibilidade e amplitude visual.

O projeto ganhou menção honrosa na Premiação IAB-SP 2010 na categoria habitação.
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O serviço, alheio a garagem, está implantado um metro abaixo do nível da rua. Em cima dele, pousa o container já citado com as demais funções da casa. Uma sombra os separa. A sombra pelo exterior significa luz pelo interior. Esse intervalo permite a iluminação e ventilação dos ambientes inferiores e confere uma extrema leveza visual ao maciço volume superior. Academicismo levado ao extremo, a estrutura cumpre papel essencial na concepção e faz com que a leitura do projeto seja imediata e inteligível.
 
 
O numero mínimo de elementos necessários para recintar um espaço é 3. Entre esses elementos podemos dizer que existe um plano virtual que estabelece um vinculo com cada um deles. Uma dialética de interdependência entre sala de tv, cozinha e escada é estabelecida nessa residência e demarca um território.
 
Estamos compondo com os cheios para gerar, nos interstícios entre eles, os vazios. Uma escultura de Oteiza e/ou Chillida poderia servir de suporte para uma discussão como essa, pois a capacidade de abstração da dubiedade entre “figura” e “fundo” nos faz questionar não só o processo projetual como também a maneira com a qual perceberemos essa arquitetura edificada.
 
Um bruto container estereotómico pousa sobre duas barras tectônicas de maneira a destacar-se em acesso e usos de seu entorno imediato. O volume prismático contém o programa da residência em dois pavimentos e mais um teto jardim.