Fotos: Nelson Kon
CONTAINER SOBRE BARRAS
Nessa breve descrição, os temas não estão hierarquizados por ordem de importância, tampouco esgotados cada um deles em argumentação. Apenas escolhi uns temas que me pareceram oportunos e escrevi sobre eles:
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O projeto da residência partiu de uma básica premissa: máximo aproveitamento do terreno para um enorme programa de usos. Assim, a estratégia foi localizar programas específicos e circulações verticais de maneira que os demais recintos gozassem de extrema flexibilidade e amplitude visual.
O numero mínimo de elementos necessários para recintar um espaço é 3. Entre esses elementos podemos dizer que existe um plano virtual que estabelece um vinculo com cada um deles. Uma dialética de interdependência entre sala de tv, cozinha e escada é estabelecida nessa residência e demarca um território.
A espacialidade interior gerada em cima da laje plana e lisa do piso de convívio, na verdade, é o que sobrou depois de ocupá-la com especifico programa traduzido em três pequenas “caixas matéricas”. A estratégica colocação dos acessos e espaços servidores, como defendia Louis Kahn, dita toda a sua dinâmica funcional e circulatória que, desde quando era apenas um conjunto de garranchos na prancheta do arquiteto, já era fluida.
Aqui, faço citação a Mies e a Le Corbusier em seus projetos da casa Farnsworth e da casa para sua mãe em Vevey respectivamente. Defendo que nesses projetos esse processo esta presente de maneira clara e objetiva. A estratégica e acertada localização de um núcleo servidor dentro de um espaço homogêneo, o transforma em axial e subdividido, pois linhas virtuais são traçadas pelo inconsciente e o que é servidor passa não apenas a servir, como o próprio nome já sugere, mas também a referenciar.